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Colunas

PRECE MODERNA

Água, pão e um lugar de acolhimento
Onde eu faça uma singela oração
Pequenina, mas que brote da alma...
Falando da vida, sonhos e sofrimentos
E, chorando, Te suplique perdão.

Confessar que invadem meus sentidos
A nudez provocante ou a roupa colada
Da menina que vive na praça.
O canto do galo da madrugada.
A mão que implora e o odor de cachaça.

Na cidade tão bela e tão urbana
Rios e pontes, homens e baronesas
Escuto o som e o tom da voz humana
Riqueza apenas rima com pobreza
E a esperança teima em ficar acesa.

Uma lua triste entrega a noite ao dia
As ruas desertas, as casas fechadas
Viu tanta dor, lágrimas e desenganos
Tanto sangue derramado nas calçadas
Que, chorando, desistiu da boemia.

Então o sol enviou raios cheios de calor
Com brisa suave e cheiro de maresia.
Desiludido, com o pouco resultado
No poente repetia, ainda no seu esplendor
Amanhã, amanhã é um novo dia.

Com este alento, botei meu pé na estrada
Sabendo que a vida não é apenas calmaria
E, obtendo o perdão com a minha poesia,
Vesti a fantasia para mim designada.
E com ela continuo minha grande travessia.


Si Cabral
sicabral@ibest.com.br

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